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Brasil perde duas posições em ranking do uso de TI

O Brasil perdeu duas posições e foi ultrapassado por países como Bósnia e Herzegovina e Omã no ranking que classifica 152 países de acordo com o nível de acesso, uso e capacidade das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Agora, o País aparece em 64º lugar, duas posições abaixo do que o registrado em 2008. Na América Latina, está atrás de Uruguai, Chile e Argentina, respectivamente nas posições 54, 55 e 56. No topo da lista, Coreia, Suécia, Islândia, Dinamarca, Finlândia e China.


Outro dado do estudo, divulgado nesta quinta (15/9) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), aponta que o Brasil está em 96º lugar em uma lista que ordena 165 países de acordo com o preço dos serviços de telecomunicações em relação à renda per capita. Segundo o relatório Medindo a Sociedade de Informação 2011 (PDF), os brasileiros gastam cerca de 5% de sua renda com o pagamento de serviços de comunicação.


Em último lugar está a Nigéria, com comprometimento de 71,6% da renda. No topo, Mônaco, onde em média apenas 0,2% da renda dos moradores é gasta com esse serviço.
De acordo com o levantamento, o preço dos serviços de telecomunicações caiu 18% mundialmente entre 2008 e 2010, com a maior queda em serviços de internet banda larga fixa, que registrou redução de 52%. Mas, segundo o relatório, a conexão à internet de alta velocidade continua inacessível em muitos países de baixa renda. Na África, por exemplo, no final de 2010, os serviços de banda larga fixa custavam em média o equivalente a 290% da renda média.


A pesquisa aponta que continua havendo disparidades na velocidade e na qualidade dos serviços de banda larga fixa e móvel. Em muitos países em desenvolvimento, a velocidade mínima para banda larga de 256 kbits por segundo é considerada inadequada para aplicações e serviços com muitos dados. Já na Coreia, por exemplo, a velocidade média é 50 megabits por segundo.


O relatório também observa que a atual velocidade usada tanto por consumidores de banda larga fixa como móvel é frequentemente mais baixa do que a recomendada e pede que os órgãos reguladores tomem medidas para incentivar as operadoras a fornecer aos consumidores informações claras sobre cobertura, velocidade e preços.

Por Redação do IDG Now! - 15 de setembro de 2011

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